EU... Eu, eu mesmo... Eu, cheia de todos os cansaços, Quantos o mundo pode dar. — Eu... Afinal tudo, porque tudo é eu, E até as estrelas, ao que parece, Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças... Que crianças não sei... Eu... Imperfeita? Incógnita? Divina? Não sei... Eu... Tive um passado? Sem dúvida... Tenho um presente? Sem dúvida... Terei um futuro? Sem dúvida... A vida que pare de aqui a pouco... Mas eu, eu... Eu sou eu, Eu fico eu, Eu...(Fernando Pessoa)

domingo, 19 de agosto de 2007

Il Divo - Unbreak My Heart (Regresa A Mi)

Lembro-me daquela noite... estava completamente apaixonada pela musica Regresa ami, havia escutado em um anuncio publicitário do CD de uma tela-novela assim como visto um pedaço de um clipe com quatro rapazes lindissimos e elegantes... foi tão pouco, mas percebi a qualidade da musica e principalmente das vozes.
Procurei na Internet o aludido CD e encontrei o nome do grupo, e assim baixei a musica... resultado fiquei inebriada diante da obra prima que havia descoberto. Logo apos visitei o site, mas não observei que havia um clipe disponível ao acesso. Pela madrugada pouco antes do dia amanhecer entrei na net e retornei ao site do Il Divo e só aí notei que havia um clipe e ao vê-lo pela primeira vez lágrimas vieram-me aos olhos, diante de uma perfeição tão rara de ser encontrada... chorei diante da beleza das vozes, dos rapazes, da
música da mensagem do que um clipe um simples clipe no meio de uma rede mundial externava... como é impossível ser feliz sozinha, acordei minha filha de 15 anos dizendo que havia encontrado um tesouro e queria compartilhá-lo...viemos as duas no final de uma madrugada e o sol quase aparecendo ver e ouvir completamente mudas em respeito à representação da arte na forma de interpretação de ópera.
Nunca, jamais vou esquecer aquela madrugada compartilhada com minha filha, onde éramos somente uma, sentadas, mudas, quietas embevecidas e extarrecidas, diante do espetáculo onde um único som estranho ao que estávamos ouvindo quebraria a beleza da magia daquele instante.

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"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." Clarisse Lispecto

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"Dava-se na sua voz o mesmo que na sua dança...Era indefinível, era encantador; o quer que fosse de puro e de sonoro, de aéreo, por assim dizer, de alado(...)Dir-se-ia umas vezes, uma louca, outras, uma rainha (...) respirava sobretudo alegria e parecia cantá-la como a ave, serena e descuidada." Victor Hugo, descrevendo a cigana Esmeralda (Notre-dame de Paris, 1831)