EU... Eu, eu mesmo... Eu, cheia de todos os cansaços, Quantos o mundo pode dar. — Eu... Afinal tudo, porque tudo é eu, E até as estrelas, ao que parece, Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças... Que crianças não sei... Eu... Imperfeita? Incógnita? Divina? Não sei... Eu... Tive um passado? Sem dúvida... Tenho um presente? Sem dúvida... Terei um futuro? Sem dúvida... A vida que pare de aqui a pouco... Mas eu, eu... Eu sou eu, Eu fico eu, Eu...(Fernando Pessoa)

terça-feira, 14 de agosto de 2007

...


Super-Herói


Não quero imitar
Deus ou coisa assim
Só quero encontrar
O que é melhor em mim
Ser mais do que alguém
Que sai num jornal
Mais do que um rosto no jornal
E não é fácil,
Viver Assim.


Se eu quiser chorar
Não ter que fingir
Sei que posso errar
E é humano se ferir
Parece absurdo
Mas tente aceitar
Que os heróis também
Podem chorar
Posso estar confuso
Mas vou me lembrar
Que os heróis também podem sonhar
E não é fácil
Viver assim.


Seja como for agora eu sei
Que o meu papel
Não é ser herói no céu
É na terra que eu vou viver
Eu não sei voar
Isso é ilusão
Ninguém pode andar
Com os pés fora do chão
Sou só mais alguém querendo encontrar
A minha própria estrada pra trilhar
Apenas alguém,
querendo encontrar
A minha própria forma de amar
E não é fácil
Viver assim.


John Ondrasik

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"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." Clarisse Lispecto

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"Dava-se na sua voz o mesmo que na sua dança...Era indefinível, era encantador; o quer que fosse de puro e de sonoro, de aéreo, por assim dizer, de alado(...)Dir-se-ia umas vezes, uma louca, outras, uma rainha (...) respirava sobretudo alegria e parecia cantá-la como a ave, serena e descuidada." Victor Hugo, descrevendo a cigana Esmeralda (Notre-dame de Paris, 1831)