EU... Eu, eu mesmo... Eu, cheia de todos os cansaços, Quantos o mundo pode dar. — Eu... Afinal tudo, porque tudo é eu, E até as estrelas, ao que parece, Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças... Que crianças não sei... Eu... Imperfeita? Incógnita? Divina? Não sei... Eu... Tive um passado? Sem dúvida... Tenho um presente? Sem dúvida... Terei um futuro? Sem dúvida... A vida que pare de aqui a pouco... Mas eu, eu... Eu sou eu, Eu fico eu, Eu...(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

...

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
AMOR

Puro como a água da chuva nos campos...
Cheirando a terra molhada...
Com gosto de sonho criança...
Leveza de abraço laço da pessoa amada...
Desejo de beijo que nos tira do chão...
Sentimento dentro que corta a respiração...
Completeza de almas que sinto
Me deixando feliz e inteira
Por esta vida... outras... d’outras que virão!!!


Marineide Miranda

Imortal

"A única coisa que me mantém de pé é a certeza da alma imortal. Me recuso a reduzir o ser humano à melancolia do cão atropelado. Que pulha seríamos nós se morressemos com a morte!"

Nelson Rodrigues

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Anjos Caidos

Tu dizes que sou anjo...
Talvez seja, quem sabe?
Mas... se fosse...
(Alertar-te se faz necessário)
Seria daqueles que caíram
Por vontade ou castigo
Pela esperança, motivados
De sentir as humanas expressões
Da Terra, atraídos pelo chão
Abandonando os etéreos espaços
As luzes e os celestes campos
Ansiosos por paixão.
Não seria daqueles anjos belos
Suaves, perfeitos...
E sim daqueles rudes, caricatos
Rebeldes, curiosos...
Confusos, tolos.
Talvez eu, um anjo fora,
Que por ser mais homem
Que anjo,
Preferira cair que subir,
E agora, que é caído,
Permanecer quer assim
Porque assim conheceu
O mais profundo sentimento humano
Aquele que tu, despertaste em mim
O que mais sentir faz
Todas as humanas sensações
E que saber me fez
Que um homem é capaz
De todas as angelicais percepções
O que o faz, mesmo que besta,
Um anjo!

José Antônio Gama de Souza

Simone e Milton Nascimento - Cais

domingo, 25 de novembro de 2007

MARIDOS DAS INTERNAUTAS ANÔNIMOS



MARIDOS DAS INTERNAUTAS ANÔNIMOS



"Sempre incentivei minha esposa,
como todos, a entrarem na "era do computador".
Ela resistiu muito.
Computador era bicho feio,
perigoso, monstruoso.
Mas acabou aceitando.
No início foi ótimo.
Até que um dia abençoado,
ela começou aperfeiçoar-se,
fazer cursos,
entusiasmar-se cada vez mais,
equipar melhor a máquina, multimídia, etc.
Em seguida veio a conexão à Internet.
Aí começou a preocupação
com a conta telefônica.
Piorou com as salas de bate-papo.
A maioria em vão, diga-se de passagem,
para jogar conversa fora, mas fora mesmo.
Comecei a ser um ser estranho,
pois não era virtual.
Para diminuir a conta do telefone,
veio a solução como faziam muitos outros:
conectar sábados, após às 14 horas,
domingos e feriados. Até aí tudo bem.
O duro foi quando não podia mais
ficar a semana "toda" sem falar
com os "maiores" amigos.
Solução: conexão após às 24 horas.
Passei a dormir tarde e depois sozinho.
Felizmente para mim,
as salas de bate-papo começaram a cansar,
encher o "saco" mesmo e ela foi se afastando,
até desistir delas.
Evoluiu, descobriu, aprendeu e começou
com o "ICQ", o "ODIGO", MSN, YAHOO e o "COMVOCÊ".
O papo foi limitado aos amigos mais chegados.
Pensei: "agora vai diminuir
o tempo de conexão, papo com menos gente".
Puro engano.
O menor número nesse caso,
é inversamente proporcional ao tempo.
É até lógico, conclui.
Com amigos se conversa mais.
Agüenta... Como fazer?
Ouvimos sobre a existência de conexões
com taxa mensal fixa, que permitem
conexão 24 horas por dia.
Pelo menos podemos saber
o valor da conta antecipadamente.
Engano.
Até hoje estamos esperando as tais
chegarem à nossa cidade
mas tenho esperança que chegarão
antes de falirmos.
Enquanto tentamos baixar a conta,
continuamos, eu e todos os maridos
de esponautas (esposas internautas),
tentando comunicarmo-nos com elas,
sem estarmos conectados à internet
e em nada mais.
Inventaram o VELOX na banda larga
graça ao bom Deus, mas veio o aluguel
do modem e outras tantas taxas.
Eu já consigo algumas respostas
pois quando tento falar com ela,
ouço, depois de algum tempo,
sem me olhar e nem me dar atenção:
"péra um pouco".
Fico feliz, pelo menos é uma resposta,
até com algum conteúdo.
Antes era "hum hum",
que servia para qualquer pergunta.
Depois de tanto eu imitá-la e criticá-la,
mudou para "péra".
Agora pelo menos tenho
resposta mais convincente.
O tal do "péra um pouco",
mesmo sendo resposta padronizada
para qualquer pergunta,
dá uma brecha para minha imaginação.
Às vezes sinto um "pééééra" romântico,
outras vezes, o "um pooouco" até sensual.
Fico pensando qual será
a próxima maneira de responder.
Talvez "à mineira", o "sei não",
ou então "à baiana", o "ééééé".
Bom, na verdade estou exagerando
pois já evoluímos nos diálogos.
Conseguimos conversar
como se estivéssemos no MSN:
ela está; eu, nem no computador.
Então pergunto algo, tipo, você vai jantar?
Depois de dois minutos, mais ou menos,
ela responde: vou.
Mas é um vou com todas as letras.
Aí faço a seguinte: quando?
Depois de certo silêncio: já.
É só esperar o já acontecer
(jantando sozinho de preferência).
Tentei descobrir qual o link que deveria clicar,
para ela me aparecer inteira, ao vivo,
mas não consegui; ninguém soube me ajudar.
Foi então que pensei
nos outros maridos de esponautas,
e imaginei que poderiam saber
como lidar com suas esposas,
já que provavelmente teriam passado
o que eu estava passando.
Surgiu a idéia genial: reunir esses maridos.
Estou criando a "MIA"
Maridos das Internautas Anônimos.
Uma associação sem fins lucrativos
com objetivos voltados a ajudar
e prestar esclarecimentos aos maridos
quanto a problemas advindos
da "era do computador de esposas",
tais como:
financeiros,
emocionais,
psicológicos
e eventualmente psiquiátricos.
Os maridos que se interessarem
devem clicar no link
com o e-mail da minha esposa
e preencher a ficha.
Não adianta mandar e-mail para mim
pois fico tanto tempo sem vê-los,
que sempre os perco
por cancelamento do provedor.
É que nunca sobra uma horinha vaga
(ou minutos) no computador.
O mais difícil, na organização da "MIA",
está sendo arranjar
um meio se nos reunirmos,
uma vez que já existem maridos
de todas as partes do Brasil,
e até alguns espalhados pelo mundo,
interessados em participar.
Estou com um péssimo presságio
que acabaremos nos reunindo via internet,
pelo ICQ, ODIGO,MSN, YAHOO, COMVOCÊ, etc.
Espero apenas que nunca
em salas de bate-papo.
Fazer o quê, né?
Coisas do mundo globalizado!

P.S.
Este texto só chegará a tuas mãos
o teu e.mail também, né?
se tua esposa se lembrar de abrir .

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Senhor Deus dos desgraçados!

Em 20 de novembro de 1695 morria Zumbi, o líder do Quilombo dos Palmares e um dos maiores símbolos da resistência negra de todos os tempos. Para homenageá-lo foi instituído o Dia Nacional de Consciência Negra, comemorando seu aniversário de morte.






O Navio Negreiro
(Tragédia no mar)

...
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!
...
Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...


Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga

Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!


São Paulo, 18 de abril de 1869


Castro Alves

domingo, 18 de novembro de 2007

O menor conto de fadas do mundo !!! (risss)

RecadosAnimados.com
RecadosAnimados.com


Era uma vez um rapaz que pediu a uma linda rapariga:

- Queres casar comigo?

Ela respondeu:

- NÃO!

E o rapaz viveu feliz para sempre, foi pescar, jogou futebol, conheceu muitas raparigas, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobilou a sua casa, sempre estava a sorrir e de bom humor, nunca lhe faltava dinheiro, bebia cerveja com os amigos sempre que estava com vontade e ninguém mandava nele.

A moça teve celulite, varizes, os peitos caíram, a bunda murchou e ficou sozinha.

FIM

Autor Desconhecido


COMENTÁRIO FINAL:

ELE PERDEU METADE DO PINTO APÓS TER CONTRAÍDO UMA DOENÇA RARÍSSIMA E INCURÁVEL... FICANDO SEM EREÇÃO DEVIDO AS PRAGAS DE TODAS AS MULHERES QUE LERAM ESSE ATERRORIZANTE CONTO DE FADAS OU MELHOR PARA BRUXAS...
"LALAYA A TERRÍVEL".

"Sou humano e nada que é humano me é estranho". Cícero

RecadosAnimados.com
RecadosAnimados.com

Eu queria ser um sábio.

Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:
Manter-se afastado dos problemas do mundo
e sem medo passar o tempo que se tem para
viver na terra;
Seguir seu caminho sem violência,
pagar o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.
Sabedoria é isso!
Mas eu não consigo agir assim.
É verdade, eu vivo em tempos sombrios!"

Brecht

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Nasci nua e morrerei vestida de algumas convicções...



"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."

Martin Niemöller, 1933

VIVA A REPÚBLICA !!!

MEU PAÍS

Aqui é o meu país
Nos seios da minha amada
Nos olhos da perdiz
Na lua, na invernada
Nas trilhas, estradas e veias
Que vão do céu ao coração

Aqui é o meu país
De botas, cavalo, histórias
Tiaras e sacis
Violas cantando glórias
Vitórias, ponteios e desafios
No peito do Brasil


Me diz, me diz como ser feliz
Em outro lugar
Me diz, me diz como ser feliz
Em outro lugar


Aqui é o meu país
Nos sonhos sem cabimento
Aqui sou um passarinho
Por isso aprendi a cantar
Voar, voar, voar

Me diz, me diz como ser feliz
Em outro lugar
Me diz, me diz como ser feliz
Em outro lugar
Ah, me diz, me diz como ser feliz
Em outro lugar.

Ivan Lins - Vítor Martins

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Lágrimas de Anjo

Lágrimas de Anjo

Chuva: sinal de anjos magoados.
Um dia chorei minhas lágrimas tal qual os anjos choram a chuva.
De nada adiantou...
Tudo permaneceu exatamente como antes de ter meu corpo encharcado e a alma mergulhada em mim.
Nem mesmo dos anjos, com quem compartilhava o ritual,vieram consolos.
Desisti.
Segui o caminho.
E quando cheguei, percebi que não me deixariam parar.
Devia chorar mais temporais e se realmente a decência me acompanhasse,
teria de chorar por Ele.
Tudo o que queria era a certeza de que Os esqueceria,
ou de que não deixariam eu me afogar.

Blog da Debi

Tudo mudou


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E tudo mudou.

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervosa virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse

Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...

Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service

A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD

A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por e-mail

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street

O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore
brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também

O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike

Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...

A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!

A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a
paz
E a sociedade ficou incapaz...
..De tudo.

Luiz Fernando Veríssimo

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Sonho


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Acordei de um sonho

Um sonho no qual voava de asas ao vento, ao sabor das brisas marinhas, por mares de ternuras e montanhas de alegrias. Atravessei arco-íris de mil cores que pintaram minhas asas de azul do céu, alvoradas cheias de esperança e quando no fim chegava o pôr-do-sol, misturava-me nas cores quentes de um sol que mergulha em seu mar de amor e pinta de magia este mundo no qual tento sobreviver.
Um sonho que me embalou nas noites escuras, salpicando o céu de estrelas brilhantes e de uma lua cheia que se reflectia em meu olhar. Noites de magia onde podia voar livre como o pensamento, abrindo as asas em todo o seu comprimento, fazendo maior meu mundo, mais bonito. Asas abertas para num simples abraço, descobrir toda a alegria que havia para mim.
Um sonho que me fez acordar em cada manhã com vontade de voar mais e mais longe, descobrir novas emoções, novas sensações descobrir que estava viva!!
Mais o sonho acabou e ao acordar descobri que já não estava completa, que tinha perdido parte de mim. Perdi uma asa e já não posso voar. Sem ela, não há magia, ilusão ou sonho, apenas fica a realidade!


Escrito da alma: Madalena

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Castelos

" Pedras no caminho? Guardo todas, para um dia construir o meu castelo...”

Fernando Pessoa
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... sempre aprendendo


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Aprendi que se aprende errando
Que crescer não significa fazer aniversário
Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem
Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro
Que amigos a gente conquista mostrando o que somos
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim
Que a maldade se esconde atrás de uma bela face
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada
Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida
Que amar significa se dar por inteiro
Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos
Que se pode conversar com estrelas
Que se pode confessar com a Lua
Que se pode viajar além do infinito
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde
Que dar um carinho também faz...
Que sonhar é preciso
Que se deve ser criança a vida toda
Que nosso ser é livre
Que Deus não proíbe nada em nome do amor
Que o julgamento alheio não é importante
Que o que realmente importa é a Paz interior
E finalmente, aprendi que não se pode morrer, prá se aprender a viver...

Carlos Castañeda

sábado, 3 de novembro de 2007

Ser ou não ser

"Ser ou não ser, eis a questão!
Que é mais nobre para a alma:
sofrer os dardos e setas de um destino cruel,
ou pegar em armas contra um mar de
calamidades para pôr-lhes um fim, resistindo?"

Shakespeare


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Alma de héroi



Alma de herói


Se você pudesse prever o futuro.
Teria coragem de se imolar num gesto nobre?
Quem é você que se soma à galeria dos deuses.
De onde vem tua força?
Simples mortal.
Tua vida é finita, mas tua lembrança imortal.
O que nos difere o caráter ou a consciência do dever.
O bombeiro que perece salvando a vitima.
O covarde que no ultimo momento se enche de coragem.
Tomando a bandeira em meio aos inimigos.
De peito aberto.
Lutando de espada empunho.
Sabendo que não vencera o embate.
O soldado que cede sua vida para defender seu povo.
Onde esta o âmago da verdade?
No corpo ou no espírito.
Na verdade ou na esperança.
Quem es tu que me faz envergonhar baixando os olhos.
Não és de ferro.
Não és de aço.
Habitas no fundo da nossa alma.
Perdido nos conceitos da modernidade.
Respeita os fracos e enfrenta os fortes.
O medo te aflige.
Mas não te impede de fazer o que é preciso.
Isto é o que difere o herói do covarde.
Carregarias com o cordeiro a cruz imposta.
Aceitando a tortura e a morte.
Com os olhos tranqüilos de quem não teme a vida.
E enfrenta com serenidade a morte.
Por ti minha alma chora.
Buscando teu exemplo.
Nos enredos da história.
Vários são teus nomes.
Ilustre ou anônimo.
A habitar os nossos corpos.
Perdido entre as facetas de nossas auras.
A emergir num relance.
Num breve instante.
Sem nos dar consciência do ato concebido.
Paixão e glória na beleza do espírito.
Quantos corpos habitam tua energia.


Eduardo





Milagres




"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." Clarisse Lispecto

Minha foto
Salvador, Bahia, Brazil
"Dava-se na sua voz o mesmo que na sua dança...Era indefinível, era encantador; o quer que fosse de puro e de sonoro, de aéreo, por assim dizer, de alado(...)Dir-se-ia umas vezes, uma louca, outras, uma rainha (...) respirava sobretudo alegria e parecia cantá-la como a ave, serena e descuidada." Victor Hugo, descrevendo a cigana Esmeralda (Notre-dame de Paris, 1831)