EU... Eu, eu mesmo... Eu, cheia de todos os cansaços, Quantos o mundo pode dar. — Eu... Afinal tudo, porque tudo é eu, E até as estrelas, ao que parece, Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças... Que crianças não sei... Eu... Imperfeita? Incógnita? Divina? Não sei... Eu... Tive um passado? Sem dúvida... Tenho um presente? Sem dúvida... Terei um futuro? Sem dúvida... A vida que pare de aqui a pouco... Mas eu, eu... Eu sou eu, Eu fico eu, Eu...(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Sonho


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Acordei de um sonho

Um sonho no qual voava de asas ao vento, ao sabor das brisas marinhas, por mares de ternuras e montanhas de alegrias. Atravessei arco-íris de mil cores que pintaram minhas asas de azul do céu, alvoradas cheias de esperança e quando no fim chegava o pôr-do-sol, misturava-me nas cores quentes de um sol que mergulha em seu mar de amor e pinta de magia este mundo no qual tento sobreviver.
Um sonho que me embalou nas noites escuras, salpicando o céu de estrelas brilhantes e de uma lua cheia que se reflectia em meu olhar. Noites de magia onde podia voar livre como o pensamento, abrindo as asas em todo o seu comprimento, fazendo maior meu mundo, mais bonito. Asas abertas para num simples abraço, descobrir toda a alegria que havia para mim.
Um sonho que me fez acordar em cada manhã com vontade de voar mais e mais longe, descobrir novas emoções, novas sensações descobrir que estava viva!!
Mais o sonho acabou e ao acordar descobri que já não estava completa, que tinha perdido parte de mim. Perdi uma asa e já não posso voar. Sem ela, não há magia, ilusão ou sonho, apenas fica a realidade!


Escrito da alma: Madalena

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"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." Clarisse Lispecto

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"Dava-se na sua voz o mesmo que na sua dança...Era indefinível, era encantador; o quer que fosse de puro e de sonoro, de aéreo, por assim dizer, de alado(...)Dir-se-ia umas vezes, uma louca, outras, uma rainha (...) respirava sobretudo alegria e parecia cantá-la como a ave, serena e descuidada." Victor Hugo, descrevendo a cigana Esmeralda (Notre-dame de Paris, 1831)