EU... Eu, eu mesmo... Eu, cheia de todos os cansaços, Quantos o mundo pode dar. — Eu... Afinal tudo, porque tudo é eu, E até as estrelas, ao que parece, Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças... Que crianças não sei... Eu... Imperfeita? Incógnita? Divina? Não sei... Eu... Tive um passado? Sem dúvida... Tenho um presente? Sem dúvida... Terei um futuro? Sem dúvida... A vida que pare de aqui a pouco... Mas eu, eu... Eu sou eu, Eu fico eu, Eu...(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Mulher Escarlate


"Agora mesmo, em algum lugar do mundo, vive uma mulher para quem a espada foi forjada. Em algum lugar, vive aquela que ouviu as trombetas da Nova Era, e que responderá. Ela responderá, esta nova mulher, ao alto clamor das trombetas das estrelas; ela virá como uma perigosa chama, e uma canção enganadora, uma voz nas câmaras de julgamento, um estandarte à frente dos exércitos. Ela virá cingida com a espada da liberdade, e perante ela reis e sacerdotes tremerão, cidades e impérios cairão - e ela se chamará, a MULHER ESCARLATE. Pois ela será cheia de luxúria, será orgulhosa; ela será sutil e mortal, direta e invencível, como uma lâmina nua. E os homens e as mulheres responderão ao seu chamado, abandonando seus maneirismos estúpidos e suas manhas, e ela, que brilhará como a estrela noturna, a estrela rubra do poente sangrento de Gotterdamerung, brilhará outra vez como a Estrela da Alva, quando a noite estiver finda, e a antemanhã romper sobre o jardim de Pã”.
John Whiteside Parsons

Um comentário:

Arthur disse...

Mulher escarlate, meme pra ti!! Da uma olhada no meu blog.

bjs

"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." Clarisse Lispecto

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"Dava-se na sua voz o mesmo que na sua dança...Era indefinível, era encantador; o quer que fosse de puro e de sonoro, de aéreo, por assim dizer, de alado(...)Dir-se-ia umas vezes, uma louca, outras, uma rainha (...) respirava sobretudo alegria e parecia cantá-la como a ave, serena e descuidada." Victor Hugo, descrevendo a cigana Esmeralda (Notre-dame de Paris, 1831)