EU... Eu, eu mesmo... Eu, cheia de todos os cansaços, Quantos o mundo pode dar. — Eu... Afinal tudo, porque tudo é eu, E até as estrelas, ao que parece, Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças... Que crianças não sei... Eu... Imperfeita? Incógnita? Divina? Não sei... Eu... Tive um passado? Sem dúvida... Tenho um presente? Sem dúvida... Terei um futuro? Sem dúvida... A vida que pare de aqui a pouco... Mas eu, eu... Eu sou eu, Eu fico eu, Eu...(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Sou lenda


Sou lenda, porque as lendas são envoltas em mistérios e mágias.
São uma criação dos caminhos da mente, da vaga imaginação da liberação dos silêncios da alma...
Sou lenda, porque as lendas correm livres junto ao vento, buscando as vozes da memória para que alcancem, as histórias perdidas no tempo...
Sou lenda, pelo desejo incontido em mim, de tornar possível o encontro da lua e do sol, diminuindo o entrave da dor...
Então sendo lenda posso cavalgar pelos sonhos, velejar pelos
mares da sua saudade, passear,
solta, pelo seu pensamento...
Sendo lenda, posso brincar na sua alegria, ser parte da sua emoção, e caminhar, tranqüila, pela sua ilusão...
Sendo lenda, posso escrever meu nome em sua vida, e me instalar no aconchego do seu coração como uma sensação chegando pelo perfume do ar...
sendo lenda posso ser parte de você, sem você perceber...

By Valentine

Um comentário:

Denysjoe disse...

Creio que este poema é de autoria de Débora Bottcher. Visite> http://www.songsandpoems.com/mensagens/amor/8soulenda.htm
http://katarse.ifrance.com/bio_debby.htm

De resto achei seu blog bem interessante.
Abraços,
José Roberto
jrndenys@hotmail.com

"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." Clarisse Lispecto

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"Dava-se na sua voz o mesmo que na sua dança...Era indefinível, era encantador; o quer que fosse de puro e de sonoro, de aéreo, por assim dizer, de alado(...)Dir-se-ia umas vezes, uma louca, outras, uma rainha (...) respirava sobretudo alegria e parecia cantá-la como a ave, serena e descuidada." Victor Hugo, descrevendo a cigana Esmeralda (Notre-dame de Paris, 1831)