EU... Eu, eu mesmo... Eu, cheia de todos os cansaços, Quantos o mundo pode dar. — Eu... Afinal tudo, porque tudo é eu, E até as estrelas, ao que parece, Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças... Que crianças não sei... Eu... Imperfeita? Incógnita? Divina? Não sei... Eu... Tive um passado? Sem dúvida... Tenho um presente? Sem dúvida... Terei um futuro? Sem dúvida... A vida que pare de aqui a pouco... Mas eu, eu... Eu sou eu, Eu fico eu, Eu...(Fernando Pessoa)

sábado, 8 de setembro de 2007

Independência ???

Carta à República

Sim é verdade, a vida é mais livre
o medo já não convive nas casas, nos baress, nas ruas
com o povo daquie até dá pra pensar no futuro e ver nossos filhos crescendo e sorrindo
mas eu não posso esconder a armagura
ao ver que o sonho anda pra trás
e a mentira voltouou será mesmo que não nos deixara?
a esperança que a gente
carrega é um sorvete em pleno solo que fizeram da nossa fé?

Eu briguei, apanhei, eu sofri, aprendi,
eu cantei, eu berrei, eu chorei, eu sorri,
eu saí pra sonhar meu País
e foi tão bom, não estava sozinho
a praça era alegria sadia
o povo era senhore só uma voz, numa só canção.

e foi por ter posto a mão no futuro
que no presente preciso ser duro
que eu não posso me acomodar
quero um País melhor.

Milton Nascimento e Fernando Brant

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"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." Clarisse Lispecto

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"Dava-se na sua voz o mesmo que na sua dança...Era indefinível, era encantador; o quer que fosse de puro e de sonoro, de aéreo, por assim dizer, de alado(...)Dir-se-ia umas vezes, uma louca, outras, uma rainha (...) respirava sobretudo alegria e parecia cantá-la como a ave, serena e descuidada." Victor Hugo, descrevendo a cigana Esmeralda (Notre-dame de Paris, 1831)